apocalypso

Apocalypso disco

mesinha-de-cabeceira.blogspot.it, 26 marzo 2016
+ Apocalypso Disco + Frankenstein Goes to Holocaust
DJ Balli (aka de Riccardo Balli) esteve cá em Lisboa e deixou-me uns livros dele… O primeiro é este Apocalyso Disco que ainda tem um subtítulo catita: “a rave-o-lução do post techno”.
Há quem diga (Simon says) que o Techno foi a última revolução na música urbana. É bem capaz de bem ser verdade porque ela envolve a derradeira tecnologia que nos acompanha desde a Revolução Industrial (sons de máquinas a trabalhar, máquinas que nos controlam, etc…), a rebelião (drogas, festas ilegais, o anonimato das produções e edições) e por fim o “life-style” pois… Para quem ficou a arder com o “exta-si-exta-no” dos anos 80-90, novidade: entretanto muito mais se avançou neste tipo de música, seja na sua desconstrução de batidas (jungle, drum’n’bass, breakcore), velocidade das mesmas (o excesso do Extratone, a proposta mais radical que li neste livro) e os métodos de produção – o cut/paste primitivo da Jamaica passou a ser um “hyper-mash-up” com um clique de rato e que está a tornar a cultura mestiça – yes! sempre achei esta melhor forma de erradicar o nazismo e outros “ismos” tontos e fanáticos.
Tudo isto é descrito neste livro de Balli de uma forma orgânica pois ele não faz uma “História” mas apresenta apontamentos ou entrevistas como a músicos / produtores politizados como Christoph Fringeli, VJs como os Sansculote ou ainda um académico que trata do Psy-Trance e Goa Trance (sendo referido com muito respeito o festival Boom em Portugal). Para além deste lado documental há a provocação, não fosse Balli o DJ conceptual que é, que apresenta conceitos de mestiçagem como o “Mutant Dancefloor” onde poderia estar lá os ritmos Doomduro dos Black Taiga, para além dos “mash up” textuais de excertos de Philip K. Dick ou Fulcanelli.
No caso de PKD, Balli usa um capítulo de Os Clãs da Lua de Alfa em que substitui os nomes das várias tribos de doentes (dessa lua) pelos vários tipos de produtores de música de dança: gabbers, hiphopers, etc… mais do que um mero gesto brincalhão, existe uma lógica por detrás, pois Balli mostra ao longo do livro como o tipo de diferentes músicas de dança moldam a personalidade dos seus consumidores – e voltamos ao princípio, o Techno é a música que melhor expõe a puerilidade das nossas vidas de robots ao serviço do Capitalismo.
O livro está redigido em italiano, é óbvio que não apanhei tutto… ma… o que apanhei fez sentido! Não fosse ele certificado por Steward Home, para bom entendedor meia-palavra basta. Tradução obrigatória! Aspetta: Frankenstein Goes to Holocaust.
O “Frankenstein” já é mais manhoso, pelo menos fiquei à espera de algo que depois não se concretizou. A culpa pode ter sido, outra vez, do meu fraco italiano mas também do conteúdo mais gerido pelo formato editorial.
Balli tenta criar um livro todo ele um “mash up” literário e ensaísta que talvez fracasse pelo design saloio da editora, colocando imagens de Frankensteins a torto e a direito, apenas porque sim, ou pelo excesso de compartimentos em capítulos. Deveria ser um livro mais fluído e labiríntico na sua leitura. O corpo (cadáver?) do texto é “plundertext” que pega no famoso romance de Marry Shelley, escrito em 1818 (808 State?), para ser remisturado com episódios autobiográficos de Balli na sua relação com a música, seja de uma forma muito fortuita seja densa quando escreve uma carta a explicar que ele não é o Billy Corgan -é uma carta aberta a uma gaja que foi prá cama com ele porque ela pensava que ele era esse “grande poeta das abóboras de Chicago”. Há textos gamados ao John Oswald e artigos de convidados sobre os KLF ou V/VM, enfim, a dada a altura pergunta-se o que o Balli escreveu realmente para ter o seu nome da capa – piada reaccionária!
O que ele faz é “brand new, you’re retro” (Tricky) porque ao misturar isto tudo ele não é só o “DJ literário” pós-moderno como parte da base da cultura como ela deveria ter sido sempre antes de virem as ideias parvas da “originalidade” e do “copyright” no século XIX. Dizia um compositor de música clássica que o melhor compositor é aquele que absorve todas as obras à sua volta e faz algo de novo com elas – o Girltalk parece um velhinho depois disto… Balli parte de mil pedaços de corpos musicais – da clássica à “novelty” (Spike Jones), da xenocronia de Zappa ao Horrorcore – para montar um ensaio de música contemporânea sobre um “monstro sónico” do século XXI que ele imaginou. Só que este ensaio deve ser lido como um romance de terror, não esperem daqui um livro “factual” mas sim uma ficção de referências reais. Génio ou fraude? Muitas vezes não há diferenças entre ambos.

Publicada por MMMNNNRRRG

www.djmagitalia.com , 13 gennaio 2015
+ Riccardo Balli. Apocalypso Disco
Quanti fra voi saprebbero contare più di cinque libri italiani dedicati al mondo della musica elettronica “di consumo”? Non credo molti. Anche il sottoscritto fa fatica a pensare a dei titoli validi che non provengano dal mondo angolosassone o da quello tedesco (spesso fra l’altro questi ultimi non sono nemmeno tradotti nel nostro Paese), e il fatto che un libro fondamentale come Electronica di Zingales non sia mai stato ristampato, al contrario di altri titoli Giunti dedicati ai generi della musica pop e rock (vedi ad esempio Hip-Hop di Paolo Ferrari, ripubblicato qualche anno fa in un’edizione accresciuta nel formato e nei contenuti), è indicativo del disinteresse che l’editoria italiana prova nei confronti della musica di cui trattiamo qui a Dj Mag. Per fortuna non sono pochi i colleghi che scrivono di musica elettronica con professionalità e passione, ma quando si tratta di proporre storie, analisi, riflessioni intorno a questo bellissimo e affascinante genere musicale, la qualità e la quantità dei discorsi si abbassa tremendamente.
Riccardo Balli, in arte Dj Balli (nomen omen, un nome un destino), è fra quei personaggi che da sempre propone idee trasversali, provocatorie e spesso piacevolmente ‘moleste’ nell’ambito della musica elettronica, sia in qualità di musicista e dj, sia come ‘agitatore culturale’ in senso lato (vedi ad esempio i suoi interventi sulla rivista underground «Datacide», fondata dal boss della Praxis Records Christoph Fringeli). Era naturale dunque che a colmare parzialmente questo vuoto ci pensasse il fondatore di un’etichetta che va sotto l’evocativo nome di Sonic Belligeranza (attiva ormai dal 2000 nell’ambito del breakcore e del noise), con una pubblicazione per la sempre attenta Agenzia X dal titolo altrettanto evocativo: Apocalypso Disco.
Di che cosa si tratta esattamente? Struttura e contenuto della pubblicazione vanno in direzione apparentemente contraria alle mie premesse: non si tratta infatti di un saggio o di una storiografia dell’universo elettronico, bensì di un mash-up, in perfetto stile djistico, nel quale Balli mescola racconti letterari che manipolano (campionano, se preferite) un maestro come Philip K. Dick con interventi plurali di altri dj, producer e studiosi di musica elettronica. Il tutto per offrire uno sguardo a volo d’uccello sulla frammentazione dell’universo musicale post-techno che ha generato la miriade di suoni di fronte ai quali ci troviamo oggi. E proprio quello che apparentemente è il punto debole del volume, ovvero la sua frammentarietà, finisce per essere il suo punto di forza. Più che definitivo, dunque, un libro iniziatico, e qui mi riallaccio al discorso introduttivo: sia a chi non conoscesse quella enorme galassia che va dalla psy-trance alla chiptune (con tutto il sottobosco che ci sta in mezzo), sia a chi desiderasse finalmente provare a parlare dell’impatto che queste pratiche alternative all’interno della musica elettronica di consumo hanno sulla quotidianità umana e politica di molti appassionati, Riccardo Balli offre finalmente una ‘piattaforma cartacea’ dalla quale partire per future – e necessarie – esplorazioni.

di Francesco Fusaro

datacide.c8.com, gennaio 2015
+ Apocalypso Disco
[…] Riccardo Balli engaged in a plundering of counter-narrative strategies in his Italian language publication on Milan’s Agenzia X called Apocalypso Disco: La Rave-o-luzione della Post Techno. The excellent book includes interviews with artists such as Christoph Fringeli, Sansculotte, Daniel Erlacher (Widerstand Records), Ralph Brown and others. Several chapters are made up of Balli’s ingeniously amusing counter-histories of interconnected music genres in a fictional plundering of writings of Philip K. Dick and Fulcanelli (first published in English in Datacide). Another book chapter blurs the boundaries completely between fiction and non-fiction in a retelling of some aspects of the Dead By Dawn parties in 1995. Academic writing informed by ethnographic and anthropological methodologies about sub-cultural musical experiences are investigated in the interview with Graham St. John in another book chapter. […]

by Nemeton

Dancecult, volume 6, n. 2, 2014
+ Apocalypso Disco: La rave-o-luzione della post techno
An absolute insider of the international underground electronic music scene for 20 years or so, Riccardo Balli is the best conceivable Charon for those who weren’t there and want to get at least a flavour of what it was – and still is – all about. But beware, Balli is neither a music critic nor a music historian. Rather, a DJ, label owner, composer, novelist, live performer and, above all, a relentless experimenter in every domain of cultural production, Balli has now released a book whose main aim is to resist historification—a process which, as anyone acquainted with the Situationists knows, is inherently akin to museification and death (or, worse, sell out). Apocalypso Disco mixes fiction, autobiographic memories, interviews, recipe books, alchemical hints, sci-fi scenes and philosophical-anthropological asides to cheer up the reader during an intense, disorderly yet coherent promenade to the netherworld of unconventional electronics. One additional clarification: the subtitle of Apocalypso Disco, which reads “The rave-o-lution of post-techno”, is best understood as not implying that there is something inherently revolutionary about rave music. Far from that. Indeed, the whole of Balli’s book can be read as a call to bring the revolution into conventional rave and hardcore dance music, which are but the mirror of the zombie culture in which we currently live.
The quintessential embodiment of décadence and “postindustrial alienation”, these genres still carry with them a dormant potential of resistance, which can only be shaken by the Nietzschean cry that cuts across the pages of Apocalypso Disco: “Noize is politics!”. In a Philip K. Dick-inspired pastiche, “Folly for seven ghettoblasters”, with reference to the short novel Clans of the Alphane Moon, Balli fictionally stages such a deadly meeting of styles, where delegates from different music tribes—house, gabber, Goa trance, minimal, hip-hop, dub/ragga, jungle—need to face jointly an illegal entry into their territories by a mysterious dr Snorri Sturlason, former researcher at the Rhythm Department and currently suspected of being involved with the no less mysterious Fulcanelli Records. All the tribes are quite aware that, with his load of illicit mixadelic substances, Sturlason poses a grave threat to their society of “Psychic Release” … Such is the allure of the anti-historification exercise entertained by Balli in Apocalypso Disco. Contrary to other genres of underground music, Balli claims, electronic music has the potential to directly set “the brainframe” of the dancer—yes, a mind-control talk that comes straight out of a 1950s sci-fi movie. Yet Balli’s emphasis on the directly affective experience of the electronic dance floor is well understandable by anyone who has ever attended one of his sulphurous DJ sets: with joyful irreverence, parody, prankish attitude, and a certain nerdish citationist goût for obscure trash-pop references appositely mixed with occultist and high-brow sources, DJ Balli routinely serves his mash-up of sounds, a hotchpotch that is the essential counterpart to the theory and analyses outlined in the pages of his book. So, Apocalypso Disco is really a book that comes straight out of lived experience—as the funny slice-of-life sketch about vinyl self-distribution in Central-Eastern Europe makes clear. This is also why a large chunk of the book, nearly half of it, is left to the voices of Balli’s “comrades in arms”, including musicians, machine builders, party organizers, turntablists, innovators of all sorts, who are the undisputed protagonists of the underground electronic music scene since the Dead by Dawn parties at the anarchist 121 Centre in early-1990s Brixton, London. With names such as Christoph Fringeli, Aphasic, Slepcy, Eitherherd and Sansculotte, it is difficult to resist the temptation of historification, yet Balli manages to actually have them talk a lot about music at the technical level and, ça va sans dire, at the political level.

by Andrea Mubi Brighenti – University of Trento

Il Resto del Carlino, 9 febbraio 2014
+ Musicoterapia contro il caos della vita
Come fuggire dal frastuono quotididiano”: a lezione da dj Riccardo Balli
Ha sempre amato musica che per la maggior parte della gente è inascoltabile, dalla techno alla gabber fino all’industrial, ma una delle sue missioni è stata anche quella di far capire a chi non ha familiarità con certi suoni, l’importanza di queste categorie underground nello sviluppo sociale. Riccardo Balli, 40 anni, dj e scrittore, ha fondato un’etichetta discografica ormai 14 anni fa, Sonic Belligeranza, e ha scritto un po’ di libri, l’ultimo Apocalypso disco , che è piaciuto molto ai ragazzi del gruppo Beyond Commons Ideas, organizzatori al Cassero di “Musicotheraphy”, serie di incontri che cercano una relazione tra i suoni e la quotidianità e si domandano quale consapevolezze ci sia del bombardamento acustico giornaliero. Può la musica essere una terapia? Risponde domani alla domanda – dalle 17,30 alle 18,30 al Cassero, via Don Minzoni 18 – tra dj set, letture e un pizzico di ironia a provocazione, proprio Balli, proponendo la lezione “Ecco cone fuggire dal frastuono della quotidianità”.In questo incontro lei propone una fuga dal frastuono della quotidianità con la musica ostica di Sonic Belligeranza: a mali estremi estremi rimedi?
È certamente una provocazione in cui vogliamo dire alle persone: come fate a giudicare la nostra musica come inascoltabile se vivete quotidianamente in una società inascoltabile? La mia terapia consiste nella somministrazione di un farmaco chiamato Sonic Belligeranza che cura il rumore partendo dal rumore.Quindi il vostro è soprattutto un invito alla scoperta?
Sì, per fare capire questo concetto, per portare la questione a un livello più “didattico”, ho anche scritto il libro Apocalypso disco in cui spiego i generi che sono nati dalla techno e come la musica dance elettronica con tutte le sue tribù non sia altro che una patologia perché orienta il cervello e i comportamenti. Con questo libro, finalmente, mia mamma ha capito qualcosa di me.Vogliamo rischiare: ci fa qualche nome dei generi che dispenserà?
Extraton che è musica velocissima a 1400 bpm, 8bit, musica per game boy, mesh up, taglia e cuci di suoni o breakcore.Vabbè… qual è il suo pubblico?
In questo caso l’incontro è organizzato da un gruppo di ragazzi del liceo, diciottenni appassionati di musica ma non passivi ascoltatori, giovani che vogliono capire. E se volessero venire anche u genitori sarebbe fantastico.Indosserà un camice?
Avrò solo la felpa d’ordinanza di Sonic Belligeranza, la mia etichetta discografica, che è pure verdolina e ricorda il camice del chirurgo.

di Benedetta Cucci

www.tafter.it, 20 gennaio 2014
+ Apocalypso disco
Un libro visionario, undergorund, ironico e multiforme per scoprire l’evoluzione della cultura techno e le sue connessioni con fenomeni storici, movimenti politici, comportamenti sociali.
COS’È: un testo eclettico che parte dall’analisi della cultura techno e rave e della musica dance ed electro, per connetterla con fenomeni storici, movimenti politici, comportamenti sociali. Si tratta dell’influenza di una sottocultura, o controcultura che ha caratterizzato l’Europa per un ventennio, dalla fine degli anni Ottanta fino ai nostri giorni, attraverso “un ibrido transgenere politico che abbiamo battezzato apocalypso disco”. Il libro è una dimostrazione di come la musica elettronica, il post dancefloor, con la sua carica sovversiva e indipendente abbia determinato rivoluzioni e cambiamenti non solo al livello comportamentale dei singoli individui, ma di un’intera generazione e società. È una dissertazione creativa che attesta la potenza rivoluzionaria della musica e che dimostra la tesi “Noize is politic!”.COM’È: dopo una prefazione di Stewart Home, ex punk londinese e storico delle culture di strada, e un’introduzione dello stesso autore, Riccardo Balli, il libro presenta la sua natura ibrida e accattivante attraverso la riscrittura di un racconto minore dello scrittore di fantascienza, Philip K. Dick, Clans of the Alphane Moon, che diventa metafora per sostenere la tesi dell’autore sulla corrispondenza tra ascolto della musica techno e comportamento sociale. Dopo questa “anticamera narrativa” si passa al cuore del testo, tra ricostruzioni storiche, racconti autobiografici, particolarissimi remix letterari, interviste a esponenti di spicco del settore. Il tutto per introdurre e spiegare sottogeneri musicali noti e meno noti, consolidati ed emergenti, per connetterli alla nascita di modi di vivere estremi, sempre controcorrente, alla radice della cultura rave.PRO: si tratta di certo di un testo particolarissimo, che delinea con originalità caratteristiche e peculiarità di una cultura per lo più trascurata, banalizzata o demonizzata. Singolare e coinvolgente anche lo stile della scrittura, lontano dal lessico forbito o affettato e intriso, invece, di linguaggio giovanile, di spontaneità, di termini stranieri, di cultura underground, di colore e di personalità.CONTRO: lo stile di cui sopra di certo non annoia mai, ma non mancano i tecnicismi riferiti alla cultura musicale in questione e si potrebbe rimanere disorientati, se non si è un minimo conoscitori del settore e non si possiede una bussola orientativa sul tema trattato.SEGNI PARTICOLARI: molto particolare la comparazione che l’autore, dj-produttore musicale, crea tra scrittura e musica, tra pratica autoriale ed esperienza da dj. “…la scrittura e il djing hanno molte cose in comune: sono entrambi strumenti di sintetizzazione della realtà esistente da una parte e di forgiatura di mondi nuovi dall’altra. Il suono lo è poi in modo emotivamente unico: cortocircuita la razionalità come nessun altro medium espressivo, infatti è molto stimolante far seguire alla scrittura, percorsi sonici con ricadute fisiche dirette come quelli causati dalla musica dance. Apocalypso Disco è anche il frutto di questa gara tra djing e scrittura”.CONSIGLIATO A: amanti della cultura techno e rave, della musica elettronica. Curiosi, studiosi, letterati, antropologi che vogliono approfondire la conoscenza su espressioni e fenomeni sociali e storici che provengono dalla strada, dal mondo undeground, dal pensiero alternativo e indipendente.

di Silvana Calcagno

Radio Eustachio, 26 dicembre 2013
+ Riccardo Balli – Apocalypso disco
“WTF is breakcore?” chiedevano le centinaia di utenti che finivano per caso nella chatroom chiamata, appunto, “breakcore” su Soulseek, programma peer-to-peer musicale degli anni Duemila. Al tempo le risposte variavano da “breakcore is sleeping on my couch, and I think he pissed himself” fino a “breakcore = nazi reggae” (probabilmente fra le più serie). Ora che questo non-genere è stato normalizzato e codificato, Dj Balli dà una risposta più completa, o meglio, mixa una selezione di risposte in forma di interviste, saggi, remix letterari e testimonianze in prima persona. Apocalypso disco racconta l’origine, il significato e l’importanza di questo periodo di schizofrenia sonica e delle differenti aberrazioni musicali generate dall’apertura dei contenitori stagni dei generi di musica elettronica.

di Radio Eustachio

Il mucchio selvaggio, dicembre 2013
+ Apocalypso disco
Lecito ed illecito. Laddove la metropoli ha “vomitato fuori”: ex fabbriche, aree isolate. Archeologia industriale, techno-universi, rumore bianco sotto la pioggia battente. Apocalypso disco>/em> tra le sagome mosse che affollano la rave culture. In migliaia quando si presenta l’occasione, eppure scarsa attenzione (se non censura) da parte delle varie ortodossie (quella rock inclusa). Mutant dancefloor, goa trance, breakcore, mashup: identità ancora in fase di definizione. Scrive nella prefazione Stewart Home, ex punk e studioso delle sottoculture: “Per quanto mi riguarda il rock and roll era bello che finito già all’inizio degli anni 80”. Così come paiono remoti Kraftwerk, Laibach, D.A.F., la groove-dance di NYC, la house di Chicago, il bum bum in 4/4, certa industrial-music e i trascorsi cyberpunk. Tutto è speedy in questi assembramenti mimetici. Tra l’emotivo, il medium, la psycho-head. Trasversali e in rapida mutazione. Anche se il suono che è a tu per tu con le nuove tecnologie non sempre è innovativo. Spesso è un collage di slang sonori, colori notturni e suburbani, circonferenze cosmiche e stati d’alterazione. Già sentito? Di sicuro. Eppure forte nelle sue tecniche di applicazione. By-passare il razionale. Percezione, smarrimento, possesso e straniamento dell’Io, nel mezzo di danze “riprodotte”. Cacofonie, bordate di decibel, out/off cibernetico e visual-narrativo. Saccheggi sonori che solo all’apparenza paiono lontani dal quotidiano standardizzato (stress, relax, psicofarmaci). Similitudini e soprattutto solitudini. Sempre più in bilico tra società delle merci, mete esotiche, trantran stanziali, nomadismi.
Full immersion nel binomio caos/random. Nel libro si prende atto di tutte le sfaccettature socio-musicali in tali ambiti, si raccolgono testimonianze, si intervistano produttori, protagonisti ed antropologi (Graham St. John). E ci si sofferma su killer tracks, fiction soniche, “teoremi operativi”, brividi lungo la schiena, pulsazioni che salgono, vitalità, sfinimento e… Noize Is Politic!

di Massimo Pirotta

Rockerilla, dicembre 2013
+ Apocalypso disco
Cosa è successo alla musica elettronica negli anni novanta del secolo scorso? E cosa si intende per post-techno? Riccardo Balli, noto come Dj Balli e patron dell’etichetta indipendente Sonic Belligeranza, prova a dare una risposta, utilizzando la sua esperienza di “attivista” di quella che lui definisce una “rave-o-luzione”. Attraverso metafore, parafrasi, parodie, interviste e racconti brevi di vita vissuta, Balli racconta come il dissolversi della techno in quanto genere musicale, abbia aperto ad una miriade di contaminazioni capaci di far convivere mondi diversissimi, talvolta agli antipodi, come l’hip hop, l’harsh noise, l’house e la minimal techno. In linea di continuità con quello che è successo al rock, al jazz, al flamenco, al fado, la techno si è trasformata, così, da genere a linguaggio musicale, a cui attingere per creare il nuovo. Che, la storia ci insegna, è sempre il risultato della rielaborazione e della contaminazione di ciò che prima era considerato “puro”.

di Daniele Follero

Rumore, novembre 2013
+ Riccardo Balli. Apocalypso disco
La frase: “Io o uso il giradischi o voglio essere il dj più immateriale possibile, che mixa nella propria corteccia cerebrale (nessun altro supporto!) gli stili più improbabili”.
Voto: 8/10Per dirla campionando creativamente (quindi in perfetta sintonia con lo spirito del libro) le immortali parole del Trap: un libro ostico ma anche gnostico. Potremmo tranquillamente finire qui la “recensione” e mashuppare per 1400 battute, consci del fatto di aver a che fare con un agitatore subculturale (e sub-liminale) come Balli che ha sempre molte idee ma con-fuse (nel senso di fuse assieme). Ecco che allora un tentativo “ortodosso” di scrivere di questo libro sarebbe operazione materialmente e intellettualmente inutile: fate conto che in quarta di copertina si definisce l’argomento trattato “una galassia internazionale quasi impossibile da raccontare”! Detto questo: l’opera è un’indagine antropologica degli in-finiti stili musicali in cui l’atomo techno si è scisso dopo la fissione dei ’90, indagine condotta attraverso racconti orali, remix letterari (di Philip K. Dick alle prese con la gabber), interventi visionari e interviste a produttori e musicisti coinvolti. Nient’altro da aggiungere, consigliato anche ai non cultori del genere: C’mon down… and welcome to the Apocalypso Disco dome.

di Marco Pecorari

http://bastonate.wordpress.com, 6 novembre 2013
+ Apocalypso disco
Un libro che è un pezzo di vita. Riccardo Balli ha attraversato da frequentatore, testimone oculare, ideologo, a volte da protagonista, un ventennio abbondante di evoluzioni, filiazioni e ramificazioni della musica da ballo più ostica, incompromissoria e assolutamente non riconciliata in circolazione, un percorso di fiera marginalità ultraunderground condotto con rigore filologico, convinzione incrollabile e passione inestinguibile, seguendo (spesso tracciando) traiettorie oscure e incomprensibili ai più, in storie che – per citare il poeta – capiremo forse quando sarà nonno. Oggetto di studio il lato sommerso e più visceralmente sperimentale dell’elettronica post rivoluzione copernicana della techno, una terra di confine dove non esistono schemi o formule né alcun tipo di certezze rassicuranti e spegnere il cervello non è contemplato, non c’è limite alle ibridazioni tra generi e infrangere i limiti è l’unico credo, dove la forza di un’idea sa essere più ottundente di qualsiasi droga e la contaminazione di forme e linguaggi è più che auspicata – è necessaria. È roba pericolosa perché carica di significati veicolati in piena consapevolezza e per questo realmente in grado di stimolare una riflessione (di qualsiasi tipo, perché l’importante è pensare in quanto tale, non a cosa pensare). In un certo senso, la negazione stessa del concetto di easy listening. Una strada accidentata che in pochi, pochissimi hanno avuto il coraggio di abbracciare e percorrere fino in fondo; una strada che quasi sempre si percorre in solitudine, del resto le probabilità di incontrare spiriti affini lungo il tragitto sono pari a zero o quasi. Bisogna avere una passione smisurata per andare avanti e perseverare, e di passione ce n’è tanta da uccidere un toro tra le righe di Apocalypso disco, allucinata e al tempo stesso lucidissima ricognizione che viaggia su più livelli, come un videogioco di Jeff Minter riprogrammato da Escher, multifunzionale come un disco degli Psychic TV del periodo più visionario, costantemente scisso tra narrativa e vissuto personale, saggio filosofico e cut-up burroughsiano, re-edit e febbrile diario di viaggio, racconto orale e romanzo di fantascienza, ma quella fantascienza schizzatissima e malsana e foriera di oscuri presagi la cui potenza delle immagini arriva a lambire territori contigui al Philip K. Dick più allucinato e in preda agli acidi, come la trilogia di VALIS riscritta da uno squatter vegano con la mente che gira a una velocità sconosciuta (comunque non la nostra). Nelle parti che parlano degli anni novanta la carica evocativa è devastante: è come ripiombare a piedi uniti in un universo lontano e famigliare, vedere scorrere una serie di belle immagini che innescano una reazione a catena di rimandi e ricordi – non necessariamente collegati, è lo spirito del tempo ad essere lo stesso. “Cyborg” (la rivista), “Tunnel” (la fanzine), le sculture dei Mutoidi, le tavole del Professor Bad Trip, i dischi dei ClockDVA su Contempo, quell’abbagliante supernova che fu la Telemaco Comics con le edizioni italiane di “Isaac Asimov Science Fiction Magazine” e Le avventure di Luther Arkwright (il fumetto più bello di sempre), l’esplosione della seconda ondata cyberpunk, Mirrorshades finalmente in Italia con in copertina Mozart con gli occhiali da sole, Il tagliaerbe al cinema e Mad Max su Italia1 il sabato sera. Ed è dolce perdersi nella vertigine di nomi di supernicchia e superculto e scoprire generi di cui si faticherebbe a ipotizzare l’esistenza, un florilegio di definizioni che sono tanti grimaldelli nel cervello, un universo sconosciuto al 99% di chi ogni giorno calpesta questo pianeta, costellazioni di scene, etichette, festival che nel nome di una visione continuano fieramente a operare al di fuori da ogni tracciato. A completare il quadro una serie di interviste, da Christoph Fringeli fondatore di Praxis Records e del magazine “Datacide” a Daniel Erlacher di Widerstand e Elevate festival, dall’antropologo Graham St. John a Ralph Brown, il primo – e, finora, unico – produttore extratone italiano (l’extratone è un sottogenere della speedcore dove i brani superano i 3600 bpm). Un libro che è un pezzo di vita.Sonic Belligeranza in cinque mosseSonic Belligeranza è l’etichetta di Riccardo Balli. Partita nel 2000 come emanazione prettamente breakcore con la prima uscita Serious and Comical Investigations at around 333 bpm, ne prende ben presto le distanze per evolversi in qualcosa di alieno, imprendibile e totalmente a sé stante, spesso ai limiti del situazionismo puro, roba nervosa, impenetrabile e aggressivamente mentale che in nessun caso può prescindere dal lavorio teorico e dalle complesse impalcature concettuali che stanno dietro ogni uscita. Attivo anche come produttore e DJ, Balli col tempo è diventato un toponimo, come Morrissey, o Danzig. Di seguito, in ordine sparso, alcuni dei tasselli fondamentali di questo viaggio.+ BELLIGERANZA cd02 N. ‎– Memories From Before Being Born (2005)
Due piastre per cassette vuote, una connessa all’altra, nessun suono se non la distorsione prodotta dalle piastre stesse in play/rec. Quel che ne esce è qualcosa di molto vicino al suono più angosciante del mondo, isolazionismo puro, come un registratore lasciato acceso dentro una bara vuota sepolta sotto chilometri cubi di cemento armato, brevi sinfonie per fabbriche abbandonate, i macchinari che entrano in funzione in piena notte come azionati da fantasmi. Unico paragone possibile il più recente Sounds From Dangerous Places di Peter Cusack ma senza l’apparato suggestivo a motivare, soltanto abbrutimento, autismo e desolazione incalcolabili. Terminale.+ BELLIGERANZA cd01 SANdBLASTING – El Paso Sound-Wall (2003)
Il titolo dice tutto. Il primo pezzo (Materia prima, tanto per chiamare le cose con il loro nome) è un’improvvisazione live registrata al centro sociale El Paso, un muro di rumore da spettinare il Merzbow dei tempi d’oro; i successivi cinque variazioni sul tema operate seguendo una metodologia di lavoro controllatissima e maniacale, di fatto rifondando il concetto stesso di “remix”. Tra i lasciti più radicali del torinese Luca Torasso, oltre che un doveroso tributo a un posto che per la sua città è come la Mecca in Arabia.SB04 Dj Balli – Straight-Edge Rastafari Manifesto (2003)- BELLIGERANZA 02 DJ Balli Is The Wrong Nigga To Fuk Wiz ! ‎– From The Inside (2005)
Probabilmente la pietra tombale dell’intero movimento breakcore, le colonne d’Ercole del genere; oltre sarebbe impossibile spingersi. Insieme, un incubo marinettiano di ritmiche spezzate, evoluzioni da stato dell’arte del turntablism e campionamenti da ogni tipo di sorgente sonora, dai film di serie Z (ma senza la patina becera e umanamente degradante propria del grind più deleterio) alle maratone di liscio da balera romagnola, dall’inno di Forza Italia a lezioni di educazione sessuale estrapolate da vinili che sono reperti archeologici da mercatino delle pulci di Brick Lane, lo sticker “questo non è un disco breakcore” sulla copertina di From the Inside una pisciata in faccia alla pipa di Magritte. John Oswald la prenderebbe bene, ma anche Lee Harvey Oswald.SB10 DJ Balli/Ralph Brown ‎– Tweet It! (Extratone Mix) (2012)
Un ponte tra musica elettronica e Twitter, in specifico una trasposizione audio del flusso informazionale del noto social network basato sulla bizzarra coincidenza di numero di bit informazionali prodotti al secondo:
AUDIO DIGITALE (QUALITA’ CD) 44100 khertz a 16 bit la codifica x 2 canali stereo = 1.500.000 bit al secondo
TWITTER 2600 tweet al secondo (statistiche ufficiale Twitter.com 2012) x 70 caratteri (la media effettiva di lunghezza dei Tweet) x 8 bit la codifica = (anche qui) 1.500.000 bit al secondo.
Da qui l’idea di impostare un Twitter disco in cui i 14 brani durano 1 minuto e 40 secondi (il pezzo di introduzione e quello finale invece 0.14 sec.), con liriche di 140 caratteri e velocità 140(0) bpm.
Nella pratica un mostro irraccontabile, entropia pura, tra le rappresentazioni più spaventose e ferali di abisso nietzschiano mai incontrate, roba al cui confronto 1TB Noise di JLIAT o l’opera omnia di Autodigest diventano cazzatelle da educande. Un Moloch, serio candidato al titolo di disco più inascoltabile di sempre.

by m.c.

Blow up, ottobre 2013
+ Riccardo Balli – Apocalypso disco
Più noto con il nome diDj Balli, Riccardo Balli è uno dei più interessanti agitatori della cosiddetta scena “post techno”, curatore dell’etichetta Sonic Belligeranza nonché performer che oscilla fra l’assalto sonico e l’happening. La sua attitudine ad ibridare i generi e a sovvertire i canoni tradizionali dell’elettronica da “spazio antagonista” si rispecchia nell’impostazione data a questo libro, che vorrebbe essere una sorta di contenitore aperto in grado di recepire tutto ciò che sta proliferando a margine della cultura rave: dal breakcore alla goa-trance, dall’8-bit alla gabber e così via. Ma proprio per questa estrema frammentarietà della materia, è l’autore stesso a comprenderne come sarebbe pressocché impossibile proiettare uno sguardo omnicomprensivo sul panorama internazionale in questione (esemplificativo in tal senso, nel paragrafo intitolato Mutant Dancefloor, lo spassono elenco – due pagine! – di sottogeneri come dodecaphonic posse, death-samba, poltergeist dub, grind batucada, neo-rave mazurka, di cui Balli assicura l’esistenza), focalizzando invece la propria analisi solo sui fenomeni più rappresentativi (il mash up, l’8-bit o la psy-trance) o cercando di descrivere attraverso una serie di efficaci narrazioni gli aspetti più caratterizzanti di queste culture. E a mio avviso sono proprio queste le pagine più convincenti del libro, i passaggi in cui l’autore abbandona il piano teorico per tratteggiare la cruda realtà di un mondo fatto di reti sotterranee semi-invisibili, skipping e intossicazioni alimentari, baratti nel suq della ditribuzione “indipendente”, nomadismo da voli lorw-cost, viaggi clandestini sui night bus di Londra e mutande abbandonate in aeroporto per far spazio al vinile, nella disperata impresa di non oltrepassare i limiti di peso.

di Massimiliano Busti

www.frequencies.eu, 26 settembre 2013 
+ Riccardo Balli – Apocalypso Disco
Apocalypso Disco di Riccardo Balli (alias Dj Balli, fondatore dell’etichetta Sonic Belligeranza) è un libro raro, se non unico, nel suo genere: non solo è un libro sulla cultura rave scritto dall’interno della scena (finora sono stati pubblicati testi più o meno validi sull’argomento da commentatori esterni, sociologi o giornalisti musicali) ma è un tentativo dell’autore di portare la propria poetica musicale nel campo letterario.
Se già conoscete Dj Balli sapete di cosa sto parlando: le sue performance sono blob onnivori che fagocitano breakbeat spastici, brutture 8 bit, Enya, Pacciani e happy hardcore, digeriscono il tutto sommariamente e lo rigurgitano sull’ascoltatore.
Nel declinare su carta le sue tecniche dadaiste d’assalto Balli pratica ciò che lui stesso definisce “remix letterario”, una riscrittura di un testo preesistente che gli serve per delineare, in chiave ironica, la complessa galassia della cultura rave.
A questi esperimenti sono affiancati racconti autobiografici (come il capitolo Dead by Dawn 1995, preziosa fotografia di una scena breakcore ai suoi albori) e interviste a personaggi della poliedrica scena breakcore/harsh noise come Fringeli, Eiterherd, Slepcy, Pablito El Drito, e il suo compagno in Belligeranza, Ralph Brown.
Nel libro è presente anche un capitolo chiamato Follia Per Sette Ghettoblaster, che è appunto un “remix letterario” del libro di Philip Dick Follia Per Sette Clan.
Il remix sta qui nel sostituire ai differenti clan patologici del romanzo le diverse tipologie di raver: l’house, il goa-trance, il junglist, il gabber e così via.
I sette clan si riuniscono per affrontare una nuova minaccia: l’arrivo di un nuovo sound che rischia di frantumare queste rigide divisioni in generi, per aprire il vaso di pandora del caos e della promiscuità: il breakcore!
Questa idea del breakcore come inter-genere, o de-genere, viene più volte ripresa e sviluppata, facendo di questo libro probabilmente il più adatto per comprenderne approfonditamente le ragioni.
Nel libro viene tratteggiato in maniera umoristica il rapporto con il “clan” di provenienza, ovvero il clan dei gabber (con il quale condivide la passione per l’hard sound, ma che proprio non tollera la cassa in quattro quarti, giudicata simbolo di conformismo e alienazione).
Ciò che il fanatico di breakcore non tollera in fondo è la ballabilità della cassa; quando un genere musicale diviene troppo coinvolgente, e si appoggia su dei tropi che sono troppo accettati dalla massa, egli sente, adornianamente, un campanello d’allarme; pretende perciò che gli ascoltatori si contorcano nel tentativo di ballare ritmi sempre più improbabili, per scongiurare l’avanzata della mercificazione.
In fondo il breakcore cerca di mantenere vivo lo spirito rave delle origini, un tempo in cui, come scrive giustamente Simon Reynolds: “la musica techno era fatta da avanguardie popolari più che da una élite formalizzata, come è al giorno d’oggi”.
Infatti esistono tutte le coordinate del rave delle origini: predilezione per il campionamento selvaggio, sperimentalità, sense of humor.
Insomma, se siete dei fanatici di breakcore e sound estremi, o semplicemente dei curiosi che vogliono aggiungere un tassello letterario finora mancante nella conoscenza della sterminata diaspora rave, non vi resta che comprarlo.

di Federico Chiari

Gagarin, agosto 2013
+ 50 sfumature di techno
Facciamo il punto sui mille rivoli della musica elettronica in compagnia di un Virgilio d’eccezione: il dj Riccardo BalliTrovo Riccando Balli, dj, scrittore, titolare dell’etichetta discografica Sonic Belligeranza, e la sua formidabile somiglianza con Billy Corgan degli Smashing Pumpkins, sbracato sulla seggiola con occhiali blu e berrettino da baseball in 3/4 all’interno del Der Standard di via Santa Croce a Bologna. Giornata afosa di fine luglio.
Dj Balli è bolognese e ha fatto una parte di storia della musica elettronica italiana ed europea. Nel 2000 fonda la sua etichetta che si occupa di breakcore ovvero di elettronica contaminata tra ritmiche nere (jungle, ragga/dance hall, drum and bass, hip-hop) e rumore bianco (dalla tradizione delle avanguardie musicali colte al power-electronics). Ha scritto diversi libri sul tema. L’ultimo si intitola Apocalypso Disco. La rave-o-luzione della post techno (edito da Agenzia X) e si propone di fare il punto sulla scena elettronica e techno in Italia, di raccontare panorami spesso misconosciuti, ritenuti di serie B o ridotti a semplice musica da sballo. Il tutto dal punto di vista di colui che è ritenuto forse i! maggiore esperto in materia.Noize is politic, iniziamo da qui…
Esatto. Il riferimento è alla musica dance, sperimentale. Ma se io dico dance, in Italia soprattutto, ricevo degli sguardi diffidenti, perché evoca degli scenari di plastica, da rimastoni, zombie techno. Bene, a metà tra questi due confini, secondo me, c’è una scena che crea dei contenuti inediti grazie alle nuove tecnologie, a software musicali che hanno permesso l’autoproduzione. Audio valium invece è un termine da addetti ai lavori per chi segue il mondo della musica elettronica e specifico dei rave. Trovo il mondo dei rave illegali in Italia tanto reazionario quanto quello delle discoteche commerciali. E quando parlò di Audio valiumti parlo della Tekno con la K. Quindi c’è una chiusura totale dal punto di vista musicale da parte del mondo delle tribe techno al mondo delle pasticche. Per questo ho inventato la definizione di zombie techno e la presa in giro dei rimastoni techno. Nel senso che, tranne qualche rara eccezione, il sound system dei rave illegali, delle street parade, propone sonorità tutte uguali, molto reazionarie e non mette in discussione a livello sonoro lo status quo, ma ripete quelle che sono delle mitologie. Il culto delle droghe e basta.Un’analisi a livello antropologico interessante…
Sì, indubbiamente. Però spesso a livello musicale questo pubblico non è aperto – tranne qualche rara eccezione – alla sperimentazione, anzi… Se gli proponi generi che escono da quello che serve loro a calarsi la droga di turno si arrabbiano pure…Tu sei un dj, non un compositore. Cioè si tratta quasi di un cut-up alla William Burroughs…
Sicuramente. Tutta la musica techno ha sempre mancato di teoria. All’estero invece l’hanno capito. C’è bisogno di teoria per comporre. Si tratta di dare consapevolezza a quello che si sta facendo, che è la realtà musicale che si sta autoproducendo. Troppo spesse non c’è consapevolezza, ma solo tanta droga. E si costruisce una musica per impasticcati.Invece dietro alla tua tehcno di musica colta ce ne è parecchia.
Assolutamente sì: il breakcore è il raggae digitale, poi dietro ci sono anche le ritmiche nere e la tradizione colta bianca, tipo la musica concreta. Tutto si mescola, così nasce qualcosa di nuovo.Un dj set elettronico è musica suonata quindi?
Sì, sì… è suonata. Grazie ai selector, il selezionatore al quale devo massimo rispetto. Il dj è uno che suona: mette a tempo due fonti sonore. In questo senso la sua è una vera e propria esecuzione dal vivo.Si può parlare di improvvisazione come nel free jazz?
Durante i dj ‘set funziona esattamente alla stessa maniera.Con la tua musica intendi tradurre o sovvertire l’ordine del mondo esterno?
La razionalità viene cortocircuitata. Attraverso le frequenze, cerco di rivalutare la musica per il corpo, dopo anni di intellettualismo. La musica è il più emotivo dei medium artistici, lo voglio tradurre una Tokyo nell’ora di punta che è un bombardamento di impulsi. Voglio una musica che parli del mondo contemporaneo e sa in grado di tradurlo in vibrazione per il corpo.Come Paul Kalkbrenner che registrava i suoni della metro, il pulsare della città.
Sì, peró io voglio andare al di là. La mia musica è mimetica, è ritmo nevrotico.Quando parli dell’era postindustriale, cosa intendi?
La musica industriale è stata un’altra mia grande influenza. La postindustriale è la dance che è stata creata su ispirazione di quella industriale. In questo senso postindustriale.Musica industrial… Mi vengono in mente gli Einstürzende Neubauten.
E ti viene in mente giusto. Ci siamo capiti. Ti vengono in mente i Throbbing Gristle, i Cabaret Voltaire, Laibach: questi sono i padri capitali della musica industriale.La connotazione industriale cosa aggiunge al concetto di dance?
Pesantezza, ipnoticità, ritmica alienante da fabbrica. Ed è un tipo di techno francese hardcore, che adesso è molto di moda, il cosiddetto French core.

Quali sono i Festival nei quali hai suonato? Un po’ dappertutto in Europa, Anche in Inghilterra?
Sì… Il paese il cui ho suonato di più è l’Austria, a Vienna. Quelli sono stati gli anni del breakcore, che allora era la musica più innovativa. Il breakcore negli anni ’90 è nato, però nel 2000 ha avuto forse il momento di maggior diffusione. La mia etichetta, la Sonic Belligeranza, è nata nel 2000, ed è stata una autrice dal basso di questa scena. Così sono stato invitato un po’ in tutta Europa, dal Belgio, all’Inghilterra, alla Francia, alla Germania, alla Repubblica Slovacca, alla Slovenia, alla Svizzera. A Vienna ero quasi un un dj resident di breakcore. Andavo ogni mese. Il mio nome era associato al genere.

Quale genere proponi ora?
Ora sto facendo il mash-up. È più ironico e ballabile. Si tratta di una commistione di generi. Un blob sonoro. Tipo cinque secondi di musica hawaiana, poi cassa gabber, poi drum’n’bass, parlati di Vanna Marchi, una sorta di teleflipper impazzito in cui ci sono dei passaggi quasi leggibili, ironici, puri divertissement. Quindi faccio cose più soft di prima, meno industriali. Suono ancora coi giradischi, sono uno dei pochi a farlo. Oggi usano tutti un software come Ableton live. Io continuo a sentire l’esigenza della fisicità. Mi piace comprare i dischi, scambiarli, rivenderli. Questo è il mio mondo, che poi è tornato di moda.

Meno industriali, più ironiche, ma non più commerciali? Più ballabili ma non commerciali?
Suono anche tanta musica commerciale, ma storpiata, perché ritengo sia sovversivo.

Quindi storpiare il commerciale è un modo di irridere il sistema?
Esatto! Pezzi degli Scooter, hai presente? Una techno band da stadio che ha avuto un grosso seguito, hanno fatto degli anthem, dei veri e proprì inni, musica di un cattivo gusto incredibile, e quindi dei veri e proprì geni.

Come ti trovi in questo Paese avendo una cultura tanto underground? Mai pensato di trasferirti?
Guarda, io sono molto legato, anche per ragioni personali, familiari, a Bologna. Ma ci ho pensato un sacco di volte. Anche se ultimamente sono molto più pacificato. Per me l’underground è bello dov’è. L’underground, per esempio, del paesino della Repubblica Ceca mi incuriosisce. A Berlino ci sono 5.000 dj, il breakcore è una parola che si conosce, non come qua. In Italia sono uno dei pochi e cerco di farla conoscere nel mio Paese. A 40 anni suonati l’espatrio lo vedo sempre più lontano. A Bologna, insieme alla Regione, ho curato il sito bolognoise.org, un archivio di 150 suoni su google maps Bologna, da cui esce un profilo sonoro della città. Una mappatura che ha a che fare con la città come fonte di stimoli acustici e la possibilità di geolocalizzarli. Quello che voglio dire è che nel 2013 ha senso fare queste cose a Bologna. Bisogna decentrare. Parliamo tanto di nuove tecnologie, decentramento, policentrismo, eh alora (ben bolognese) a Canicattì come a New York».

di Mauro Boccaccini

Corriere della Sera, 20 luglio 2013
+ Rave-o-luzione
L’altro giorno in bici in una zona periferica di Bologna, esempio tipico di nucleo urbano europeo con terziario avanzato. Le ritmiche di sorpasso, avanzamento, stop frenetico, la successione di clacson, sirene, crash nevrastenici, senso del pericolo forniti da un’esperienza così comune come una pedalata nel traffico della propria città di nascita sono a livello percettivo esattamente gli stessi che avevo provato la sera prima selezionando il brano The Point of No Return di Base Porce One, sovrapposti a registrazioni di squittii di topi». Così scrive il quarantenne Kiccardo Balli, dj e produttore musicale bolognese noto come Dj Balli, nel libro da lui curato Apocalypso disco. La. rave-o-luzione della post techno. Fondatore 13 anni fa dell’etichetta Sonic Belligeranza e cultore della navigazione psicogeografica degli spazi urbani. Balli ha dato vita anche al progetto Bally Corgan, in cui gioca sulla sua estrema somiglianza con Billy Corgan, cantante degli Smashing Pumpkins. Considerato il maggior esperto italiano dell’universo techno, di Balli qualche anno fa si è occupata anche l’autorevole rivista “The Wire” di Londra, città dove il dj alchimista ha vissuto per un breve periodo. «Apocalypso – osserva Balli – è una miscela di saggistica musicale e di esperimenti letterari di fiction sonica, come remix letterari e riscritture tematizzate all’audio». Una sorta di gara tra la pratica del djing e le ricadute sociologiche di queste pratiche musicali, visto che Balli ha sempre affiancato alla sua attività militante di produttore la scrittura.
«Cercando – osserva – il linguaggio mimetico della complessità del suono in cui sono immerso, abusando di tecniche di scratch linguistico, come i neologismi futuritmacchina, fonomotori, scratchadelia, conceptechnics 1200. È distillando audio-idee come fiction sonica, schizofonia, turntablization, letteralmente giradischizzazione, il concetto di mettere tutti i suoni ipotizzabili su vinile al fine di utilizzarli per lo scratch». Nelle 192 pagine l’universo techno, capace con la sua carica energetica di coinvolgere migliaia di giovani in tutto il mondo, viene esaminato nei tanti stili musicali di cui si compone, come breakcore, mashup, harsh wall noise, armageddon electro o urban nihilism. Balli non si nasconde che la musica dance elettronica comporta, in chi l’ascolta, la condivisione di in certo mondo, che passa anche da linguaggi, modi di vestire, di comportarsi e persino di muoversi. Nel volume l’inizio di questa rivoluzione musicale viene ricondotta alla Giamaica e all’ingegnere del suono giamaicano King Tubby, padre del dub e del remix. Da Kingston arriverà poi negli anni Novanta in Europa, in laboratori improbabili di strada, capannoni sfitti per rave illegali, microstudi ricavati in abitazioni private, radio, club e locali. Il rigore scientifico che pervade il libro, a partire dalla prefazione delle storico punk londinese Stewart Home, esperto delle culture di strada, prova a fare giustizia dello scetticismo che soprattutto in Italia ha accompagnato la diffusione delle musiche elettroniche. Soprattutto quelle segnate dall’etichetta trance, anche attraverso pareri autorevoli come quello dell’antropologo australiano Graham St. John. Così si segnala come una generale diffidenza per ogni cosa che contenga la parola trance sia rimasta radicata in chi si avvicinò alle musiche elettroniche a metà degli anni Novanta. «A questo va aggiunto – si dice – che l’avanguardia controculturale italiana, saldamente arroccata nel centro-nord produttivo e urbanizzato come Roma, Milano e Boiogna, in modo simile alle tradizioni hardcore del centro-nord Europa, è sempre stata più affascinata da simboli della cultura postindustriale come fabbriche abbandonate e colori scuri, piuttosto che da simboli hippy o detto spiritualismo orientale». Il libro, edito dalla milanese Agenzia X, si propone di arrivare sia al pubblico di quella sottocultura di cui si occupa che dei sociologi che studiano più da vicino gli stili di vita alternativi di questo nuovo millennio.

di Piero Di Domenico

http://xl.repubblica.it, 10 luglio 2013
+ Consigli di lettura per l’estate
Già che siamo a luglio, è arrivato l’immancabile momento dei «libri consigliati per l’estate», in caso sotto l’ombrellone (o al lago, o in montagna, o a casa se le vacanze non le fate) vi vada di leggere di musica senza ripiegare sull’ennesima biografia di uno a caso dei Rolling Stones. Vediamo un po’ quello che gira tra le nuove uscite dei soliti circuiti off off italiani.
Per ora, per farvi compagnia sul bagnasciuga, ho scelto due libri e una fanzine: Apocalypso disco di Riccardo Balli, Acid Brains di Antonio Ciarletta, e il nuovo numero della triestina “Solar Ipse”. Sono titoli pieni di musiche storte e raccontano un pezzo di mondo che in libreria finisce sempre troppo poco. Poi certo, se proprio volete leggere di quando Mario Schifano soffiò Marianne Faithfull a Mick Jagger, rivolgetevi altrove (magari però puntate alla bellissima biografia di Schifano uscita l’anno scorso, eh?).
Il famigerato Dj Balli – ai più noto per essere il sosia italiano di Billy Corgan, da cui il progetto Bally Corgan: non sto scherzando, esiste sul serio – ce l’ha fatta e ha finalmente dato seguito al suo primo libro risalente ormai a dieci anni fa (si chiamava Anche tu astronauta, usciva per Castelvecchi e non era un libro di musica: però era divertente). Stavolta il terrorista elettronico di stanza a Bologna nonché fondatore dell’etichetta Sonic Belligeranza si concentra su quello che è il suo campo d’azione preferito: gli sviluppi di techno & affini dalla fine degli anni 90 in poi, specie nelle derive hard (vedi alla voce breakcore) e weird (8 bit e simili) che hanno caratterizzato la diaspora rave degli ultimi quindici anni circa. Essendo pur sempre un libro di Balli, lo stile non è quello dello storiografo e l’approccio di fondo è militante anche se sempre sopra le righe, con pure qualche cut & paste/remix in puro stile plagiarista. Toccherà riparlarne, intanto segnatevelo (in libreria lo trovate dal 10 luglio) e buon rave in spiaggia a tutti. [...]

di Valerio Mattioli

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